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domingo, 20 de março de 2011

Retirado: ecoviagem.uol.com.br/blogs

Apresentação

A imponência do Açude do Cedro com os monólitos de Quixadá ao fundo A imponência do Açude do Cedro com os monólitos de Quixadá ao fundo
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
O nome “Quixadá”, de origem tupi-guarani, pode ser traduzido como `pedra de ponta curvada`. Nada mais adequado a esta cidade cearense. Quebrando a monotonia do sertão, Quixadá se destaca por suas incríveis formações rochosas, que abruptamente brotam da terra e expõem sua beleza natural. Há 168 km de Fortaleza, a cidade vem atraindo cada vez mais turistas em busca de aventura, adrenalina e de romper seus próprios limites. Escalada, rapel, trekking e vôo livre estão entre os esportes mais procurados na região e fazem de Quixadá a nova meca nordestina dos esportes radicais.
Pescadores aproveitam a época da cheia para pescar no açude do Cedro Pescadores aproveitam a época da cheia para pescar no açude do Cedro
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
O rapel e a escalada podem ser feitas em vários pontos da cidade, afinal, para todo lado que se olha é possível avistar os imensos monólitos, pontiagudos, altos e excelentes para essas duas modalidades. O Açude do Cedro é também um dos pontos mais utilizados para o rapel. Com 15 metros de altura e 415 de largura, ele foi inaugurado em 1890, por ordens de D. Pedro II, e era a promessa de fim da seca na região. Mas esteve cheio poucas vezes durante sua história e hoje atrai turistas em busca de sua história secular e de aventura.
O Açude do Cedro visto de cima O Açude do Cedro visto de cima
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Já o vôo livre é privilegiado pelo relevo, que intercala imensas formações rochosas e longas planícies. Nos finais de semana, dezenas de asas-deltas e parapentes decolam da Serra do Urucum, um dos pontos mais altos e belos da região. Vista lá de cima, Quixadá parece bem menor, cravada entre as imponentes pedras que rompem a linha do horizonte e servem de inspiração para o vôo silencioso dos que desafiam os ventos.

Trilhas

O final trilha da Barriguda O final trilha da Barriguda
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Para se conhecer a beleza inusitada da região, o ideal é seguir pelas dezenas de trilhas que podem ser feitas em meio aos monólitos de Quixadá. Algumas são bem leves, abertas e rápidas, como a da Barriguda e a das Andorinhas, ambas com pouco mais de 1 quilômetro.
Pedra da Galinha Choca: semelhança impressiona Pedra da Galinha Choca: semelhança impressiona
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
A trilha da Galinha Choca, com um grau médio de dificuldade é indicada para quem gosta de apreciar o visual. De lá de cima, dá pra se avistar a exuberante paisagem sertaneja.
A beleza do sertão nos arredores de Quixadá A beleza do sertão nos arredores de Quixadá
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Mas as melhores trilhas são as de aventura, que podem ser feitas incluindo várias modalidades esportivas ao mesmo tempo, durando até vários dias. Segundo o Tenente Masera, coordenador do Radical Clube, empresa local que realiza os passeios na região, Quixadá possui um cenário perfeito para grandes aventuras, com corridas de orientação, tirolesa (travessia com cordas), travessia de rios, escaladas e muito, muito suor. Com larga experiência, adquirida em treinamentos especiais do exército, Masera conta com uma equipe que vem desenvolvendo e catalogando trilhas por toda a região. Para quem não conhece a cidade ou não tem equipamento profissional, o melhor é procurar empresas especializadas em Ecoturismo de Fortaleza, ou diretamente em Quixadá, com o pessoal do Radical Clube.

Escaladas

Início da Descida da Pedra Faladeira Início da Descida da Pedra Faladeira
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Foi-se o tempo que o Açude do Cedro atraía pessoas apenas por sua grandiosidade e história. Há alguns anos, milhares de turistas que visitam o lugar, também tem suas atenções voltadas para o pico dos morros. Com mais de 80m de altura, a Pedra Faladeira ainda não tem vias demarcadas, mas chegar ao seu topo tornou-se um hábito (de poucos) que vem tirando o fôlego dos visitantes.
Aranha explora as paredes verticais da Pedra Faladeira Aranha explora as paredes verticais da Pedra Faladeira
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Um dos pioneiros nessa escalada, conhecido como Quido ou Homem-Aranha, confirma as dificuldades, mas garante que vale a pena. Ele ficou famoso em Quixadá por não ter limites quando o assunto é escalada. Segundo os amigos, ele é capaz de subir em tudo. Daí o apelido de super herói. Para descer, a opção é o rapel. Para quem quer começar devagar, a descida das paredes do Açude é uma boa pedida.
As cordas são lançadas para a descida da Pedra Faladeira: adrenalina As cordas são lançadas para a descida da Pedra Faladeira: adrenalina
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Outra monumento natural que atrai os alpinistas é a Pedra da Galinha Choca. Cartão-postal de Quixadá, este monólito impressiona pela semelhança com uma ave. Além disso, bem no centro da cidade, a Pedra do Cruzeiro não é tão alta, mas é ponto obrigatório de visita.
Início da escalada da Pedra Faladeira Início da escalada da Pedra Faladeira
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Com tantos altos e baixos, opções não faltam para quem curte escalada e rapel, práticas bastante apreciadas e fáceis de ser aprendidas. Em cursos que duram um fim de semana, é possível aprender teoria a respeito de equipamentos e segurança e já partir para a prática.
Descida da Pedra Faladeira Descida da Pedra Faladeira
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Em Quixadá não faltam instrutores para quem quer ver o açude lá de cima.

Aventura e trabalho social

Vista geral dos Monólitos: formas de beleza ímpar Vista geral dos Monólitos: formas de beleza ímpar
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Quixadá é também um importante ponto para o Off road. Incluída no Rali dos Sertões, o mais importante dos ralis brasileiros, tem um jipe clube forte. O Clube Monólitos Off Road possui um grande número de integrantes, que cruzam o sertão em busca de adrenalina e aventura. Formado por médicos, dentistas e outros profissionais liberais, o Jipe Clube aproveita suas travessias em meio a poeira do sertão para praticar a solidariedade: costumam distribuir comida, roupa e fazer atendimentos médicos nas comunidades carentes da região.
Ao redor da cidade de Quixadá, vilarejos típicos do sertão nordestino Ao redor da cidade de Quixadá, vilarejos típicos do sertão nordestino
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
A prática do motocross também se intensificando na cidade. Nos finais de semana é possível ouvir o ronco das motos, desafiando a lei da gravidade, tentando voar tão alto quanto os monólitos que se destacam na paisagem.

Vôo Livre

1. Formas inusitadas cercam toda a cidade 1. Formas inusitadas cercam toda a cidade
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Mas a grande vocação da cidade está nos céus. Ventos com velocidade de até 50 Km por hora e um relevo singular são ideais para a prática do vôo livre. Considerada a quarta melhor cidade do mundo para a atividade e, ao lado de Governador Valadares – MG, como a dona das melhores correntes térmicas da América do Sul, conta com um importante campeonato internacional. No final do ano, os melhores pilotos do mundo na modalidade se reúnem na cidade para as disputas do Campeonato Internacional X-Ceará. Realizado anualmente, a competição acumula recordes sul-americanos e mundiais, inclusive, o sul americano de distância não declarada, com um vôo de asa delta de 432 km. O piloto francês Mario Alonzi partiu de Quixadá, e pousou onze horas depois, em Teresina, no estado do Piauí. Em 2000 foram mais de 50 pilotos, representando 18 países, e este ano os organizadores prometem muito mais adrenalina e recordes.

Dicas dos Autores

Quixadá também tem casario histórico: aqui, a futura secretaria de cultura Quixadá também tem casario histórico: aqui, a futura secretaria de cultura
Foto: João Correia Filho e Mônica Canejo
Se tiver oportunidade, não deixe de fazer a escalada da Pedra da Faladeira. Foi lá que fiz escalada pela primeira vez. E, apesar da cidade ser cheia de atrativos, nada se comparou à visão que se tem ao chegar no topo da Pedra Faladeira.

Serviços

Hotel Pousada Pedra dos Ventos
Fazenda Pedra dos Ventos - Juatama
www.pedradosventos.com.br
(85) 257.4464
(85) 9988.4684
Secretaria de Turismo
(88) 412.1581

Eduardo Bagnoli - " O sertão será a nova meca do turismo no Brasil" .

"O sertão será a nova meca do turismo no Brasil"
Embora viajar para o Nordeste seja quase sempre sinônimo de praias e coqueiros, para o empresário e consultor de turismo Eduardo Bagnoli o sertão nordestino será um dos grandes destinos turísticos do País


Texto e fotos: João Correia Filho

Há pouco mais de uma década, o empresário Eduardo Bagnoli era chamado de louco ao dizer que o sertão nordestino Hpoderia se transformar num dos grandes pólos de turismo do Brasil. Não desistiu de suas idéias e agora, mais que nunca, reúne argumentos para defender os seus projetos e opiniões. Nesta entrevista à revista PLANETA, Bagnoli explica o que há de tão especial nessa região brasileira. Experiente, também chama a atenção para a proteção ambiental do semiárido e diz que o preconceito é um dos motivos que impedem o crescimento do turismo no interior do Nordeste.
Para a maioria das pessoas, viajar pelo Nordeste é sinônimo de praia. O que lhe faz pensar que o sertão pode se tornar um grande pólo de turismo?
Primeiro, saber que os atrativos dessa região brasileira são similares e tão importantes quanto os de outros lugares no mundo, que recebem milhares de turistas todos os anos. O Nordeste possui paisagens únicas, centenas de sítios arqueológicos, cavernas, formações geológicas incríveis e muita coisa para ser descoberta.
Segundo, porque eu vejo o turismo em regiões de árido e semiárido como uma tendência mundial. Atualmente, esses locais são grandes pontos de visitação em todo o mundo.
Para dar apenas uma idéia, no Exterior, aproximadamente 70% do ecoturismo e do turismo de aventura são realizados nesses tipos de regiões, como na Patagônia argentina e na chilena, no Deserto do Atacama, nos parques nacionais do Meio-Oeste dos Estados Unidos, na África do Sul e nos desertos do Marrocos, da Tunísia, do Egito e, principalmente, da Austrália.
O açude Gargalheiras, na região do Seridó, sertão do Rio Grande do Norte, que já recebe a visita de milhares de turistas todos os anos.
"O preconceito é um dos grandes impedimentos para que o turismo chegue ao interior do Nordeste"
E essa tendência se deve a quê?
Um dos motivos é que, em todo o mundo, o ser humano ocupou primeiro as áreas mais propícias à pecuária, à agricultura e à industrialização. Sobraram então os desertos e regiões mais secas, que foram deixados de lado. Isso fez com que, além da paisagem, grupos étnicos primitivos, bem como as suas culturas, fossem preservados nessas regiões remotas.
Hoje, são essas culturas que interessam ao estrangeiro, aos viajantes do Exterior, que querem descobrir locais inexplorados, costumes distintos. Além disso, nessas regiões você pode fazer turismo praticamente o ano inteiro, pois nelas quase não chove e as estações são bem definidas, o que é muito bom para o turismo.
E por que o senhor acha que esse potencial ainda não foi aproveitado no Brasil?
Costumo dizer que o preconceito é um dos grandes impedimentos para que o turismo chegue ao interior do Nordeste. Não o único, obviamente, mas um grande empecilho, principalmente por ter raízes históricas e culturais profundas.
Temos isso muito arraigado: na escola, por exemplo, temos como base a obra de escritores nordestinos renomados, como Graciliano Ramos e Raquel de Queiroz cujos livros fazem da seca e seus efeitos negativos o maior argumento narrativo.
Por conta dessa visão estereotipada e mais ligada ao passado é que até hoje o Nordeste é sempre associado a pessoas e animais sofrendo e morrendo de sede. Possui, porém, várias regiões e atrativos naturais e culturais que podem servir de base para o desenvolvimento do turismo sustentável e a erradicação da miséria crônica, que dispõe de poucas alternativas para ser combatida.
Quais seriam esses exemplos?
Posso assegurar que um marco nesse sentido é o trabalho desenvolvido na região do Cariri paraibano, mais especificamente no Lajedo do Pai Mateus, situado no município de Cabaceiras, na Paraíba. Em 1997, eu comecei a levar turistas para lá. Entre 2000 e 2004, somente a minha empresa levou mais de 3 mil escandinavos. Seguindo os meus passos, uma empresa concorrente também investiu no sertão e levou mais de 5 mil escandinavos para a região.
Atualmente existem muitas agências nacionais e estrangeiras levando turistas para o interior do Nordeste, embora esses locais do sertão ainda permaneçam desconhecidos para a maioria dos brasileiros.
O viajante brasileiro conhece a Patagônia, o Atacama, os parques nacionais do Meio-Oeste norte-americano, contudo, nunca foi aos parques nacionais da Serra da Capivara e Sete Cidades no Piauí, à Chapada Diamantina na Bahia ou ao próprio Lajedo do Pai Mateus, na Paraíba.
Para se ter uma idéia da dimensão do problema, a Serra da Capivara recebe 10 mil visitantes por ano, enquanto em um local com atrativos semelhantes no deserto australiano, o Parque Nacional de Kakadu, a visitação anual é de 260 mil pessoas.
Esses dois lugares possuem lindas paisagens naturais e abundantes pinturas pré-históricas milenares, mas, diferentemente daqui, têm visitação largamente incentivada por um grande programa de marketing.
E qual seria o caminho para isso?
Infelizmente, chego à conclusão de que para explorar o turismo do Nordeste é necessário focar primeiro no turista estrangeiro e, chamando a sua atenção, motivar assim o brasileiro.
Arrisco afirmar que os brasileiros ainda precisam de alguém para dizer que o que temos aqui no Brasil é bom. O majestoso Lajedo do Pai Mateus, na Paraíba, agora cogitado para fazer parte da seleta lista de Patrimônios Naturais da Humanidade, está apenas começando a ser notado pelos brasileiros.
E há estrutura para receber esses visitantes?
O Nordeste já tem a estrutura necessária? Claro que o interior não tem o mesmo padrão do litoral, com hotéis cinco-estrelas, resorts. Mas tem hotel bom, tem estrada boa, tem um povo hospitaleiro. A região está se desenvolvendo rapidamente, está bem servida de estradas, que são uma das moedas de troca dos políticos da região. Tem hotéis de padrão quatro- estrelas, como nas cidades de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e Campina Grande, na Paraíba. Esta última, por exemplo, tem até vôos diretos de São Paulo.
E o que mais é necessário para se avançar nesse sentido?
É necessário mais investimento, claro, mas também é preciso uma postura ética e patriótica que se contraponha à manutenção dos antigos estereótipos negativos.
O desenvolvimento sustentável dessa região, com base no turismo, pode representar a erradicação de boa parte da miséria e da má distribuição de renda que ainda hoje atingem vários Estados do Nordeste.
Guia turístico mostra as pinturas rupestres existentes no município de Currais Novos, no Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte.

"Os brasileiros ainda precisam de alguém para dizer que o que temos aqui no Brasil é bom"
Infelizmente, para os nossos políticos, o turismo ainda não tem a relevância que merece, por mais que haja uma tendência mundial de crescimento do setor.
Mas não há projetos por parte do governo?
Sim, há projetos, mas sempre calcados no imediatismo, sem um planejamento. A região do Seridó, uma das mais pobres do Rio Grande do Norte, tem muitos sítios arqueológicos e forte cultura tradicional, com imensas belezas naturais.
Antes de incentivar a visitação a essa região - como hoje acontece -, devese garantir a preservação desse rico patrimônio, por intermédio da criação de unidades de conservação.
Deve-se também estabelecer a "capacidade de carga" para cada atrativo, estimando-se o número máximo de visitantes que podem receber por dia, sem que essa visitação implique danos ao meio, à sua integridade.
E é preciso traduzir tudo isso para a linguagem turística, o que significa fazer um museu, criar "ícones" da região. O vaqueiro, com o seu gibão de couro e o tatu, bicho resistente e encouraçado, poderiam muito bem ser utilizados nas campanhas de marketing da região.
Também a carne-de-sol e o delicioso queijo-de-coalho representariam bem o Nordeste. Por sua vez, o Seridó é um lugar de extrema importância para a pré-história brasileira.
No entanto, ali não existe um museu arqueológico de grande porte e moderno, que esteja à altura de toda essa ancestralidade e que desperte a curiosidade dos visitantes.
E a questão ambiental? Um avanço do turismo nessa região não poderia gerar um problema nesse sentido?
Por isso é que não se pode ser imediatista. Não existe turismo que tenha por base um atrativo natural, se não for criada uma unidade de conservação capaz de proteger o lugar e seu entorno.
É fato: assim que um lugar se transforma em atrativo turístico, começa a sua exploração comercial e o seu uso predatório. Há vários exemplos disso. Em Martins, cidade serrana do Rio Grande do Norte, existe a Casa de Pedra, uma das maiores cavernas brasileiras esculpidas, ao longo de milhões de anos, em mármore.
Porém, ela sofreu sérias depredações que impedem hoje a sua recuperação e retiram dela a beleza que poderia garantir a perpetuação de sua visitação e contribuição para o desenvolvimento econômico daquela área.
O que me consola é que a maioria desses lugares já está mapeada. E não podemos deixar que ocorram mais problemas nesse sentido. Isso, se houver vontade política.

Reportagem do Jornal NH do dia 17/03/2011, Caderno de Opinião.

A arquitetura de Gramado

      Treze Tílias chama turistas com meia dúzia de casa em estilo tirolês, ou alpino, ou austríaco. Como quiserem.Campos de Jordão chama turistas com dois quarteirões de casa no mesmo estilo. Ninguém vai à primeira para ver a fábrica de lacticínios ou à segunda para ver o palácio residencial do bispo Edir Macedo. Como ninguém vai à Europa para ver cidades de construção igual às brasileiras . Há algumas dezenas de anos os latinos do Sul frequentam Gramado por causa de suas dezenas de quarteirões e centenas de prédios em estilo bavário. A uniformidade das construções, com as variações que os bons arquitetos sabem desenhar, faz do conjunto uma obra de arte homogêniea, mas não repetitiva que traz multidões de turistas à cidade. Que, com esta moldura, pode apresentar o Natal Luz e outros eventos menores que permitem o pleno emprego aos trabalhadores e o retorno do capital aos empresários.

"Ninguém viaja quilometros para cair na mesmice. A cidade deveria se precaver (...)"

      Tempos em tempos, alguns monstrengos destoam na paisagem. São edificações que agridem a harmonia do conjunto. felizmente, poucas, e feitas não pelas construtoras mais importantes da cidade. São frutos do individualismo e desinteresse comunitário. Gramado não pode ficar à mercê desses egoísmo que ferem o complexo edificado. ninguém viaja quilômetros para cair na mesmice. A cidade deveria se precaver  e, a julgar por algumas construções recentes, não há um Plano Diretor que exija, além de recuo e altura, as formas arquitetônicas adequadas ao conjunto. O já está belamente edificado, não pode ser prejudicado por decisões de funcionários municipais. Ou desejos particulares de proprietários " amigo das autoridades", tão comuns no brasil. É um assuntoque deveria merecer ateção dos gramadenses, principalmente de seu Executivo, Legislativo e associações patronais. Já se vê pela cidade turistas que, para fotografias típicas, têm de mudar o ângulo da máquina para não captar uma dessas horrorosas construções modernas. É muito fácil perdê-lo.

Ivar Hartmann é promotor aposentado

terça-feira, 15 de março de 2011

Retirado do Jornal ABC , domingo dia 13/03/2011, pg 15

Viajando de maneira diferente

Desde muito jovem, descobri que a viagem era, para mim, a melhor maneira de aprender. Continuo até hoje com esta alma de peregrino, e decidi relatar nesta coluna algumas das lições que aprendi, esperando que possam ser úteis a outros peregrinos como eu.
1. Evite os museus - O conselho pode parecer absurdo, mas vamos refletir um pouco juntos: se você está numa cidade estrangeira, não é muito mais interessante ir à busca do presente que do passado? Acontece que as pessoas sentem-se obrigadas a ir a museus, porque aprenderam desde pequeninas que viajar é buscar este tipo de cultura. É claro que museus são importantes, mas exigem tempo e objetividade - você precisa saber o que deseja ver ali, ou vai sair com a impressão de que viu uma porção de coisas fundamentais para a sua vida, mas não se lembra quais são.
2. Frequente os bares - Ali, ao contrário dos museus, a vida da cidade se manifesta. Bares não são discotecas, mas lugares aonde o povo vai, toma algo, pensa no tempo, e está sempre disposto a uma conversa. Compre um jornal e deixe-se ficar contemplando o entra-e-sai. Se alguém puxar assunto, por mais bobo que seja, engate a conversa: não se pode julgar a beleza de um caminho olhando apenas sua porta.
3. Esteja disponível - O melhor guia de turismo é alguém que mora no lugar, conhece tudo, tem orgulho de sua cidade, mas não trabalha em uma agência. Saia pela rua, escolha a pessoa com quem deseja conversar, e peça informações (Onde fica tal catedral? Onde estão os Correios?). Se não der resultado, tente outra - garanto que no final do dia irá encontrar uma excelente companhia.
4. Procure viajar sozinho, ou - ser for casado - com seu cônjuge - Vai dar mais trabalho, ninguém vai estar cuidando de você(s), mas só desta maneira poderá realmente sair do seu país. As viagens em grupo são uma maneira disfarçada de estar numa terra estrangeira, mas falando a sua língua natal, obedecendo ao que manda o chefe do rebanho, preocupando-se mais com as fofocas do grupo do que com o lugar que se está visitando.
5. Não compare - Não compare nada, nem preços, nem limpeza, nem qualidade de vida, nem meio de transportes, nada! Você não está viajando para provar que vive melhor que os outros - sua procura, na verdade, é saber como os outros vivem, o que podem ensinar, como se enfrentam com a realidade e com o extraordinário da vida.
6. Entenda que todo mundo lhe entende - Mesmo que não fale a língua, não tenha medo: já estive em muitos lugares onde não havia maneira de me comunicar através de palavras, e terminei sempre encontrando apoio, orientação, sugestões importantes, e até mesmo namoradas. Algumas pessoas acham que, se viajarem sozinhas, vão sair na rua e se perder para sempre. Basta ter o cartão do hotel no bolso, e - numa situação extrema - tomar um táxi e mostrá-lo ao motorista.
7. Não compre muito - Gaste seu dinheiro com coisas que não vai precisar carregar: boas peças de teatro, restaurantes, passeios. Hoje em dia, com o mercado global e a internet, você pode ter tudo sem precisar pagar excesso de peso.
8. Não tente ver o mundo em um mês - Mais vale ficar numa cidade quatro a cinco dias, que visitar cinco cidades em uma semana. Uma cidade é uma mulher caprichosa, precisa de tempo para ser seduzida e mostrar-se completamente.
9. Uma viagem é uma aventura - Henry Miller dizia que é muito mais importante descobrir uma igreja que ninguém ouviu falar do que ir a Roma e sentir-se obrigado a visitar a Capela Sistina, com 200 mil turistas gritando nos seus ouvidos. Vá à capela Sistina, mas deixe-se perder pelas ruas, andar pelos becos, sentir a liberdade de estar procurando algo que não sabe o que é, mas que - com toda a certeza - irá encontrar e mudará a sua vida.
Ver imagem em tamanho grande Paulo Coelho


sábado, 12 de março de 2011

O Programa Turismo e Negócios

Há dez anos no ar, o Programa Turismo & Negócios entra no ar ao vivo de segunda a sexta-feira das 11h às 12h, na Rádio Clube 88,5 FM também pelo site www.radioclubedecanela.com.br


Confira nossa proposta de atuação:

Quadros & Entrevistas

O Programa Turismo & Negócios é um fórum aberto e permanente para que profissionais, entidades e organizações sociais, colaborem para o processo de formação de opinião, especialmente em relação ao turismo e a sustentabilidade.

Os quadros Atualidades, Espaço Público & Empresarial e Agenda, são qualificados através da participação de articulistas em áreas como gestão, meio ambiente, comunicação, cultura, hospitalidade e ética, valorizando ações de responsabilidade social e ambiental, o meio empresarial e cultural.

Comunicação Visual

Lançamos a identidade visual do Programa Turismo & Negócios, juntamente com nossa news latter. Uma maneira de antecipar a informação sobre os assuntos que estarão em evidência no Turismo & Negócios e ao mesmo tempo difundir de maneira consistente o trabalho de comunicação realizado pela equipe do programa. Neste caminho, a criação do Site Turismo & Negócios torna-se uma ferramenta fundamental, pois permite que o programa se torne um fórum permante de discussão em tempo real.

Referencial

O Programa Turismo & Negócios, possui o propósito de se tornar um referencial em informação e valorização do empreendedorismo e de ações de sustentabilidade ambiental e social.
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http://turismoenegocios.tur.br/

21ª FESTA DA COLONIA DE GRAMADO

DIA NACIONAL DO TURISMO - 02 DE MARÇO -


Principais pontos turísticos do Brasil
Segundo a Organização Mundial de Turismo, esse é classificado como “as atividades que as pessoas realizam durante suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazer, negócios e outros."
O sujeito que faz essa movimentação é considerado turista, ou seja, a pessoa que se desloca para um lugar diferente de onde reside ou de onde trabalha.
O turismo é uma atividade prazerosa, que traz descanso ao corpo e à mente do turista, pois mesmo saindo a trabalho, tem a oportunidade de vivenciar momentos que fogem da sua rotina habitual.
Mundialmente falando, dados da OMT mostram que o turismo é uma atividade que corresponde a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, chegando a agitar US$ 3,4 trilhões. Essa movimentação gera crescimento em outros importantes setores da economia de uma região, como a criação de milhões de empregos, e atinge grande impacto nas áreas sociais, políticas e culturais das regiões em que ocorrem.
No Brasil, o dia do turismo é comemorado em 2 de março. No país, atividade movimenta a economia de várias cidades e regiões sendo: Rio de Janeiro – praias e carnaval; Salvador – cultural e carnaval; Aparecida do Norte – religião; Gramado – natal e festival de cinema; Pantanal Mato-grossense – ecológico; dentre outras. Nessas localidades, o turismo é responsável por melhorias nas estruturas físicas, nas condições de vida da população e geração de mais empregos.
O turismo pode ser dividido em diversas áreas como: aventureiro, cultural, negócios, ecológico, religioso e de terceira idade, onde cada um prioriza os aspectos mais relevantes.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola